Novos títulos dão fôlego ao crédito habitacional

Fonte: Valor Econômico

Papéis de renda fixa que oferecem isenção de Imposto de Renda, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), tornam-se cada vez mais atraentes para os bancos lastrearem seus empréstimos habitacionais. Como a concessão de financiamento tem crescido muito acima da captação das cadernetas de poupança, fonte do crédito para o setor, encontrar alternativas mais baratas de funding passou a ser uma tarefa inadiável.

O estoque de letras cresceu 52,3% nos últimos 12 meses encerrados em abril, atingindo R$ 53,679 bilhões. A captação avançou 42,65%, somando R$ 25,268 bilhões.

O rendimento das LCIs varia de 85% a 95% do CDI, dependendo do prazo e valor da aplicação, mas com o benefício fiscal o retorno acaba sendo superior ao do CDB, que paga Imposto de Renda de 15% a 22,5% sobre os ganhos. Assim como os CDBs, as letras também têm a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Além disso, são isentas do recolhimento de compulsório e estão livres do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A Caixa Econômica Federal é a instituição mais ativa na captação de recursos com esses novos instrumentos e sua carteira de letras já soma R$ 20 bilhões, com crescimento de 58,2% do estoque nos últimos 12 meses encerrados em março. A carteira de crédito imobiliário do banco atingiu R$ 164,6 bilhões em março, sendo R$ 85 bilhões com recursos da poupança. O prazo médio das emissões tem sido de 15 a 18 meses, com aplicação mínima de R$ 50 mil. “Estudamos reduzir esse valor para oferecer esses papéis aos clientes de varejo”, diz Márcio Percival Alves Pinto, vice-presidente de finanças da Caixa.

No Itaú Unibanco, o estoque das LCIs já rivaliza com o das Letras Financeiras, com R$ 16,7 bilhões. O Santander já oferece LCIs para o segmento de varejo, com aplicação mínima a partir de R$ 30 mil. “É um funding considerado estável, com maior pulverização na base de clientes”, diz José Roberto Machado, diretor-executivo de negócios imobiliários do Santander. O volume de letras imobiliárias emitidas pelo banco aumentou 12% no ano passado em relação a 2010 e atingiu saldo de R$ 8,6 bilhões.

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COMPRADORES JOVENS

Metade dos adquirentes de imóveis residenciais do Grande ABC tem entre 22 e 35 anos, de acordo com levantamento realizado por uma imobiliária paulista. Trata-se de um público formado por solteiros ou recém-casados, interessado em imóveis pequenos, cujos preços naquela região oscilam de R$ 200 a R$ 250 mil. Normalmente com boa capacidade financeira, essas pessoas querem usar financiamento e FGTS nas aquisições. Essa pesquisa, associada com outras realizadas em lugares diferentes, mostra que estamos assistindo uma importante mudança no perfil dos compradores de imóveis no Brasil.

 

Fonte: forumimobiliario.com.br

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Compradores de imóveis são cada vez mais jovens

No último feirão de imóveis da Caixa Econômica Federal no Espírito Santo, os organizadores do evento notaram que o número de jovens a procura do imóvel próprio cresceu em relação aos anos anteriores. Isso se deve, principalmente, ao crescimento da oferta de crédito, além das facilidades dos financiamentos imobiliários e juros acessíveis.

Há apenas dois anos, a faixa etária com maior participação nos financiamentos da Caixa era a de 30 a 39 anos, com 36%. Em 2009, 39,4% das pessoas que financiaram um imóvel tinham entre 26 e 35 anos. A tendência é que os candidatos à casa própria sejam cada vez mais jovens, inclusive, têm sido responsáveis por grande parte do aumento do crédito imobiliário no País.

Renda de jovens brasileiros tem aumento expressivo
Em outras regiões do Brasil, os números não são diferentes: segundo levantamento feito pela Caixa Econômica Federal, os compradores com menos de 35 anos já são responsáveis por 56,9% dos financiamentos. Hoje, os jovens estão mais estáveis economicamente, por isso, ficam mais tranquilos quando comprometem uma parte de sua renda em financiamentos imobiliários. De acordo com dados do Centro de Pesquisas Sociais da FGV com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), desde 2006 houve um aumento de 13,25% na renda de jovens entre 20 e 24 anos e de 10,42% na renda dos de 25 a 29 anos.
 

 

fonte: Portal VGV

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Novo aeroporto atrai investimentos imobiliários

Protocolo de intenções para construção de um novo aeroporto em Ibiuna atrai também investimentos imobiliários na região

Conforme já noticiado pelo Jornal O Estado de São Paulo, Revista Isto É, site da Força Aérea Brasileira, jornal do SBT, dentre tantos outros veículos de mídia, o prefeito de Ibiuna, Coiti Muramatsu assinou um Protocolo de Intenções com um grupo investidor que pretende aplicar mais de R$ 500 milhões na construção de um novo aeroporto (veja o link das matérias).

Na carona do aeroporto, já surgiram dois outros projetos para a cidade: um shopping, cuja demanda atenderá todas as cidades do entorno, tendo como distância média 16 km, atendendo assim a mais de 400 mil habitantes e também um estudo para o lançamento imobiliário, no melhor estilo condomínio -clube, com apartamentos de 2 dormitórios.

Pelas características dos projetos elaborados para a cidade, estima-se a contratação direta e indireta de mais de três mil postos de trabalho, mais uma excelente notícia para o município, que dista apenas 62 km da capital.

 

Equipe WPDI

 

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BR Properties incorpora One

(Valor Econômico) – 29/03/12

A incorporação da One Properties – antiga WTorre Properties – pela BR Properties foi aprovada em assembleia de acionistas da companhia ontem. Essa foi a última etapa da operação, anunciada em setembro, que torna o BTG Pactual o maior acionista da empresa resultante, com 28,8% das ações. Com a nova configuração, o portfólio de ativos da BR Properties dobra, passando a R$ 10,1 bilhões.

O pagamento pelos ativos da One foi feito por meio de ações da BR Properties. Os acionistas da então WTorre Properties, controlada pelo BTG, ficarão com 41,9% da nova companhia. Já os antigos acionistas da BR Properties, cujo capital é bastante pulverizado, terão os outros 58,1%.

O conselho de administração será dividido. Os antigos acionistas da BR Properties terão três assentos, que serão ocupados pelo diretor-presidente, Claudio Bruni, por Antônio Bonchristiano, da GP Investimentos, e por José Flávio Ramos, do Safra – ambos investidores de longa data da companhia. As três cadeiras destinadas aos sócios da One serão ocupadas pelo alto escalão do BTG, incluindo o presidente, André Esteves. Haverá ainda um membro independente.

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Futuro do mercado imobiliário está na demanda da classe C

A classe média popular vai dominar o mercado residencial brasileiro nos próximos anos, segundo recente estudo da consultoria MB Associados. De acordo com as projeções da empresa, a classe C, com renda familiar de três a 10 salários mínimos, terá uma demanda habitacional potencial por 10,4 milhões de imóveis até 2016.

A procura é medida pelo número de novas famílias que surgem em cada classe, incluindo-se na avaliação pessoas que partem para morar sozinhas, como um filho de sai de casa ou um divorciado. A consultoria exclui o déficit habitacional – condições precárias e coabitação, que atingem 7 milhões de famílias, 80% das quais na classe D e E – do calculo de demanda potencial.

O economista da MB Associados Sergio Vale crê que grande parte da procura se direcione para a compra de imóveis novos, dada a rápida expansão do crédito imobiliário e o aquecimento desse mercado. A demanda potencial da classe C é, inclusive, maior que a de todas as classes, que é de 9,5 milhões até 2016. O fenômeno se explica pela migração prevista, para a classe C, de famílias e classe D e E, com a continuidade do processo de crescimento econômico e redução da pobreza. Como as classes D e E vão diminuir, elas apresentarão uma demanda negativa de 2,4 milhões naquele período – isto é, essa será a redução do número de famílias nas duas classes mais pobres. Já o aumento do número de famílias da classe A e B (acima de 10 mínimos) será de 1,6 milhão até 2016.

- O foco do setor nos próximos anos tem de ser a classe C, que é uma classe média, e não as classes mais baixas, D e E, que estão diminuindo – diz Vale.

Os financiamentos residenciais no Brasil atingiram o pico histórico de quase 700 mil unidades em 2009, comparado a cerca de 250 mil em 2004. O maior salto foi nos concedidos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), cujo volume financeiro subiu de R$ 2,2 bilhões em 2004 para R$ 30 bilhões no ano passado. Os dados são do Banco Central e da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Mesmo com esse avanço, a participação do crédito habitacional brasileiro no PIB, de 3% em 2009, fica muito abaixo de países como México, China, Chile, Malásia e África do Sul, onde atinge respectivamente 9%m 10%, 14%, 30% e 34%.

Segundo a MB Associados, houve uma aumento da participação do mercado de renda média e de renda baixa na oferta de novos imóveis. Dados levantados pela incorporadora Cyrela, afirma Vale, mostram que a fatia do segmento econômico no total de lançamentos de imóveis residenciais na Grande São Paulo ampliou-se de 31% para 45% entre 2004 e 2009. No Rio de Janeiro, a categoria econômica saltou no mesmo período de 17% para 29% do total de lançamentos. Os imóveis econômicos são definidos como aquelas com preço entre R$ 1,9 mil e R$ 2,7 mil o metro quadrado.

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Verticalização em Perdizes se intensifica e reforça lado boêmio

Fonte: UOL/Folha

CARLOS ARTHUR FRANÇA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A gerente executiva Andreia Rebelo, 29, queria um apartamento com acesso fácil ao trabalho e próximo a restaurantes e bares. Optou por um dois-quartos na Pompeia, distrito de Perdizes.

A região a oeste da avenida Sumaré recebeu 31 dos 39 novos lançamentos entre 2008 e 2012, segundo a consultoria Geoimovel.

Casas estão sendo substituídas por edifícios -2.035 novas unidades no período.

Mantida a média do distrito (2,5 pessoas por domicílio), serão cerca de 5.000 novos habitantes.

"Isso traz mais bares e restaurantes, o que está está transformando a região em área boêmia", diz Lisa Carrilho, diretora da imobiliária Zimmermann.

R$ 8.734
É o valor médio do m² atualizado pelo INCC (Índice Nacional de Custos da Construção), que saltou 26% em três anos

R$ 609 mil
Foi o preço médio do apartamento de três quartos em 2011, segundo dados da Geoimovel

R$ 529 mil
É o valor médio de um apartamento de dois dormitórios na região

48,3%
Das novas unidades vendidas na região têm duas ou mais vagas na garagem

4.026
Novos veículos devem circular no distrito, se contarmos todas as vagas na garagem das unidades à venda desde 2008

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Perspectivas para o mercado imobiliário em 2012

SEGS, Euracy Campos

A oferta do crédito no setor imobiliário deve aumentar entre 30% e 40% em 2012

Início do ano começa as previsões e perspectivas para a nova época que se inicia, e as primeiras notícias são boas. o Índice Imobiliário (IMOB) da BM&F Bovespa já teve valorização de 5,21%, com 788 pontos. Esse indicador mede o desempenho das empresas do setor relacionadas também à intermediação imobiliária e à exploração de imóveis. O índice fechou 2010 com 1.036 pontos e, em 2011 com 749 pontos. A estimativa da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) é que a oferta do crédito no setor imobiliário deve aumentar entre 30% e 40% em 2012.

A Associação de Investidores Estrangeiros no Setor Imobiliário (Afire) indica que este ano, o Brasil será o segundo melhor mercado imobiliário do mundo na atração de investidores estrangeiros, superando a China na lista de preferências. São Paulo é a cidade brasileira que mais se destaca, passando de 26º lugar no ranking para a 4ª colocação entre as grandes metrópoles, superando a cidade de Frankfurt e todas as capitais dos países da zona do Euro e das economias dos Brics.

Por outro lado temos notícias do SECOVI, informando que o mercado paulista já está sendo afetado pela desaceleração da economia brasileira. O número de imóveis vendidos na capital paulista foi o menor desde 2006.

Mesmo assim, a queda na venda não é uma unanimidade, pois a perspectiva é que o mercado imobiliário mantenha-se estável para o ano de 2012. Fatores como o crescimento da economia, manutenção do mercado interno aquecido, aumento da renda familiar, baixas taxas de desemprego, elevado déficit habitacional, os eventos esportivos mundiais e as garantias legais, mantenham o mercado aquecido.

Apesar de tanto se falar em escassez do funding, o Banco do Brasil pretende reforçar a concessão de crédito imobiliário em 2012. A instituição encerrou 2011 com um estoque de aproximadamente de R$ 7,7 bilhões em financiamento de imóveis, o que representa um aumento de 126% em relação aos R$ 3,4 bilhões de dezembro de 2010, e pode encerrar 2012 passando de R$ 12 bilhões.

Não há motivo de preocupação, pois 2012 deverá ter um ritmo de crescimento inferior ao de 2011, mas não é um sinal de alerta. Deveremos experimentar um desaquecimento e, após um período prolongado de forte expansão, vamos crescer de forma mais moderada.

1. Artigo de: Daniele Akamine

Bacharelado em Direito, Pós-Graduada em Direito Civil, Direito Penal e Processo Penal, MBA em Economia da Construção e Financiamento Imobiliário, técnica em Contabilidade e sócia diretora da Akamines Negócios Imobiliários Ltda www.akamines.com.br.

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Com plano de US$1 bi, incorporadora dos EUA desembarca no Brasil

R7, Reuters, Vivian Pereira

Com o plano de investir 1 bilhão de dólares em três anos, a incorporadora Related Brasil anunciou sua chegada ao país com uma meta ambiciosa: estar entre as maiores empresas do setor neste mesmo prazo.

Criada a partir das incorporadoras norte-americanas The Related Group e Related Companies, a nova empresa começa a dar os passos iniciais em território brasileiro com a estimativa de destinar 120 milhões de dólares aos primeiros projetos, que devem ser lançados em cerca de três meses.

"A intenção é estar entre as maiores empresas (incorporadoras) em três anos", disse o presidente-executivo da Related Brasil, Daniel Citron, que foi presidente no Brasil da gestora de investimentos imobiliários de alto padrão Tishman Speyer. Entre as maiores construtoras e incorporadoras do país estão a PDG Realty e Cyrela Brazil Realty.

Segundo Citron, o aporte de 1 bilhão de dólares -formado por recursos próprios e de terceiros- deve se converter em Valor Geral de Vendas (VGV) entre três e quatro vezes maior até 2014. Este ano, a empresa deve ter de três a quatro projetos no país.

"De todas as possibilidades que olhamos, o país com maior potencial de crescimento nas próximas duas ou três décadas é o Brasil", afirmou o cubano Jorge Pérez, um dos sócios da Related Brasil.

O Related Group, fundado em Miami por Pérez, e a Related Companies, criada por Stephen Ross em Nova York, estão entre as maiores incorporadoras dos EUA, com portfólio combinado de cerca de 20 bilhões de dólares. Ross também é sócio da Related Brasil.

"Vemos (no Brasil) muitas das características encontradas nos Estados Unidos anos atrás", acrescentou. Para atingir a meta de alcançar o topo do setor, a Related considera parcerias e até mesmo aquisições.

Com posicionamento nos padrões de renda médio e alto, a nova empresa ainda não formou um banco de terrenos e está negociando áreas para empreendimentos nos segmentos residencial, comercial (venda e locação), hoteleiro e projetos de desenvolvimento urbano.

TIME BRASILEIRO

Os sócios da Related Brasil se apóiam no argumento dela ser a única incorporadora de origem totalmente norte-americana a investir no país por meio da criação de uma empresa nacional.

Com escritório sediado na região da avenida Faria Lima, em São Paulo, Citron está cuidando atualmente de compor a diretoria da companhia, que será composta por brasileiros.

"Não queremos saber mais que os brasileiros… vamos trazer conhecimento. Estamos falando com empresas aqui, queremos firmar parcerias e ser uma empresa brasileira, não apenas ter um ou dois projetos", disse Pérez.

Ele acrescentou que o grupo vem negociando parcerias em projetos com "grandes empresas" no Brasil, principalmente parcerias regionais. A Related também recorrerá a parceiros por não ter construtora própria.

Embora não descarte operar em cidades carentes de terrenos como São Paulo e Rio de Janeiro, o comando da companhia está de olho na região Nordeste.

"É mais fácil entrar onde os preços não subiram tanto, onde existe mais área disponível… o Nordeste oferece mais possibilidades", disse Citron.

Inicialmente, a Related Brasil deve ter participação pequena nas operações do grupo norte-americano, mas a fatia tende a aumentar gradualmente e se tornar parte relevante, segundo Pérez.

Embora a companhia tenha projetos isolados em outros países da América Latina, como México, Colômbia e Uruguai, o executivo ressaltou que o Brasil será "foco de atenção" do grupo agora.

"BOLHA" DE PREÇOS

Sob a sombra da possibilidade de formação de uma bolha imobiliária no Brasil, Pérez disse estar sempre preocupado, sobretudo se considerados os preços em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, quando comparados a Miami, por exemplo.

"A preocupação é se os preços estão altos porque a demanda é alta e se a demanda cair eles vão cair também", afirmou, ponderando que o Brasil tem a seu favor o aumento de renda da população e a migração de classes.

"Diferentemente dos EUA e da Europa, a classe com maior poder de compra está crescendo de forma muito mais forte, suportando o mercado", assinalou.

Copyright Thomson Reuters 2011

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Locações novas crescem 29% na cidade de São Paulo em 2011

Valor médio do aluguel na capital paulista foi de R$ 1,8 mil, contra R$ 1,6 mil no ano anterior, aponta levantamento da Lello.

O número de novos contratos de locação de imóveis residenciais cresceu 29% na cidade de São Paulo em 2011, na comparação com o ano anterior. É o que aponta o mais recente balanço da Lello, empresa de administração imobiliária no Estado.

Na comparação com o ano de 2009, o crescimento foi de 11,3%. Os imóveis mais procurados foram apartamentos de dois dormitórios situados próximos a estações de metrô. O valor médio das novas locações foi de R$ 1,8 mil, contra R$ 1,6 mil em 2010.

A região da Mooca respondeu por 16% dos novos contratos de locação em 2011, mesmo percentual do Tatuapé. Já as áreas de Moema e da Vila Mariana representaram 15% dos novos negócios, mesmo percentual de Santana. Perdizes e Pinheiros representaram 14% das novas locações, e a região dos Jardins, 10%

A Lello também fechou 8% de suas locações no Grande ABC e outros 6% na cidade de Campinas, onde inaugurou filial em 2011.

“O movimento de crescimento do mercado de aluguéis residenciais deverá se manter neste ano. A demanda por casas e apartamentos continua expressiva, e hoje o investimento na compra de imóveis para locação a terceiros é, mais do que nunca, uma excelente oportunidade”, avalia Roseli Hernandes, diretora comercial da Lello Imóveis.

 

fonte: www.metaanalise.com.br

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O que é mais importante: localização ou metragem do imóvel?

Via de regra, as primeiras coisas a serem definidas quando começamos a procurar um imóvel para alugar é a região de interesse e o preço. Mas entre um imóvel maior, porém mais afastado da área central ou um pequeno, mas muito bem localizado, por qual você optaria?

Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon Incorporadora, é categórico: “as pessoas vão preferir apartamentos menores e bem localizados àqueles longe do centro e com grande metragem”.

De fato, em grandes cidades, onde o trânsito e o transporte público são um grande problema, morar muito longe do trabalho, da faculdade, da escola das crianças ou de qualquer local freqüentado rotineiramente pode dificultar, e muito, o dia a dia.

Segundo pesquisa divulgada recentemente pela rede Nossa São Paulo, em parceria com o Ibope, o paulistano vê o transito como o segundo maior problema da cidade, atrás apenas da saúde. A pesquisa relata que as pessoas gastam, em média, 2h49 se locomovendo dentro de São Paulo. “A mobilidade urbana já é uma das questões mais importantes para o paulistano, já que hoje as pessoas gastam 30% do seu tempo útil presas no engarrafamento”, diz Frankel.

Justamente por isso, ele acredita que as pessoas vão preferir morar perto do trabalho e da escola dos filhos, mesmo tendo um apartamento com metragem menor. “Isso afeta também o tema da sustentabilidade, que vem sendo pauta importante entre as famílias paulistanas. Ao morar perto do trabalhadores, por exemplo, usa-se menos o carro, o que – consequentemente – diminuiu a poluição”.

Mas o tempo gasto no trânsito é também o argumento de muita gente que opta por morar longe e, até mesmo, em outros municípios, ainda que tenham que viajar todos os dias para trabalhar na metrópole. Para essas pessoas, o tempo gasto no trânsito de São Paulo é praticamente o mesmo gasto com a viagem para chegar até o trabalho na capital. Nessa balança, preço e qualidade de vida somam pontos para a escolha de um imóvel maior e mais afastado.

E você, o que escolheria?

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Oferta de imóvel compacto cresce 54% em 2011

Os empreendimentos compactos de até um dormitório aparecem com cada vez mais força na paisagem paulistana. Em 2011, 6.577 unidades desse tipo foram lançadas na capital, alta de 54% em relação a 2010, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Frente a 2007, o aumento chega a 1.1131%.

Com alguns dos mais nobres bairros da cidade, a zona sul recebeu mais da metade dos novos em 2011 – ou 3.644 unidades. A microrregião do Brooklin, da Chácara Santo Antônio e de Santo Amaro, de acordo com definição da Embraesp, tiveram destaque especial no período, com 1.177 novos apartamentos – o maior resultado entre 28 microrregiões envolvendo a capital.

A incorporadora Even tem dois empreendimentos na área, totalizando 267 unidades compactas. “Como estamos muito próximos da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, imaginamos chamar executivos que queriam morar próximo do trabalho”, diz o diretor de incorporação da empresa, Ricardo Grimone. O lançamento New Age Michigan fica, por exemplo, a aproximadamente 1,2 quilômetro do corredor corporativo.

O desenvolvimento do bairro da zona sul, na área de abrangência da operação urbana Água Espraiada da Prefeitura, é um atrativo, na avaliação do economista chefe do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Celso Petrucci. “O primeiro impacto para quem vai comprar um imóvel é o preço. Depois, a pessoa vê o apartamento. Se a região e o preço atraem, é mais fácil fechar negócio”, diz.

O renascimento imobiliário da área do Baixo Augusta, no centro, também se refletiu em lançamentos de até um dormitório. A Bela Vista recebeu sozinha 1.159 imóveis desse tipo, 77,73% das novas unidades na tradicional área da capital.

A região central, com 1.491 apartamentos, apareceu como a segunda mais atraente para o produto em 2011. Com menos expressão, a zona leste recebeu 1.021 apartamentos, a zona oeste, 341, e a zona norte, 80.

Apenas duas unidades compactas pertencem a um lançamento horizontal na zona sul: o Residencial do Bosque, no Jardim da Saúde. “É claramente um produto de empreendimentos verticais”, avalia o diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompeia.

Cliente. Embora esses imóveis tenham boa aceitação entre engravatados e o público single eles atraem uma fatia mais ampla. Segundo Pompéia, compõe esse nicho jovens de classe alta em busca da primeira moradia, novos casais, homossexuais solteiros, viúvos, divorciados e casais mais velhos sem filhos em casa. “Vão morar num lugar menor, com uma vida na rua movimentada.”

Os compradores de apartamentos de até um dormitório têm alto poder aquisitivo, e as moradias são relativamente mais caras. As unidades compactas tiveram o metro quadrado mais valorizado entre todos os padrões do mercado, avaliado em R$ 8.855,50. Com 46,29 m² em média, os custos de compra de uma unidade chegam a quase R$ 410 mil.

Justamente pelo elevado preço, os compactos têm também boa aceitação entre investidores. “Essa é a grande demanda deles. Hoje, há uma safra nova de poupadores que absorveu esses imóveis”, diz o diretor de novos negócios da imobiliária Abyara Brasil Brokers, Bruno Vivanco. Segundo ele, o aumento nos preços dos terrenos e o alto retorno financeiro por metro quadrado explicam o interesse desses agentes do mercado.

Cenário – Os apartamentos de um dormitório não foram, contudo, maioria da cidade. Embora em trajetória crescente, eles ainda ficam atrás dos lançamentos de dois dormitórios, com 17. 313 unidades, e de três dormitórios, com 11. 091 imóveis. Cada região tem também peculiaridades. Conheça abaixo alguns dos destaques paulistanos em 2011.

Fonte: Revista Zap

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Demanda local impulsiona mercado imobiliário de luxo no Brasil

Vejam a matéria abaixo. Quando os imóveis na Vieira Souto (RJ) chegaram a R$ 22 mil o m2, pouquíssimo tempo atrás, teve gente graduada (do mercado imobiliário e de investimentos) que achou isso um "ponto fora da curva", e que esses  números voltariam para a realidade brasileira. Menos de dois anos depois, já estamos falando de R$ 51 mil o m2.

 

O mercado imobiliário de alto luxo vem se expandindo no Brasil, com aumento da demanda no Rio e em São Paulo e crescimento também fora dos grandes centros, pressionando os preços para cima e gerando valorização recorde. No Rio de Janeiro, os preços dos imóveis de alto padrão subiram aproximadamente 200% nos últimos cinco anos, enquanto imóveis de outras categorias tiveram incremento médio de 150% na cidade, segundo Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio).

É na orla de Ipanema e do Leblon que estão os metros quadrados mais caros do Brasil, estima Luiz Paulo Pompéia, diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Nos dois bairros, os mais cobiçados do Rio, o metro quadrado de um apartamento de frente para o mar custa em média R$ 40 mil atualmente, podendo chegar a R$ 51 mil, de acordo com o Secovi-Rio.

Para Frederico Judice Araújo, o mercado de alto luxo do Rio está se beneficiando mais do que a média brasileira em função dos megaeventos que acontecerão nos próximos anos e dos investimentos em infraestrutura e segurança que vêm a tiracolo. Ele é membro da família proprietária da Judice & Araujo, imobiliária especializada em imóveis do segmento.

"Assim como mercado financeiro antecipa movimentos de empresas para comprar ações, o mercado imobiliário antecipou o movimento de melhora da cidade como um todo. O Rio vai melhorar muito para poder receber esses grandes eventos e isso tem um impacto direto no mercado imobiliário", diz, citando investimentos como a expansão do metrô até a Barra da Tijuca, na zona oeste, e a política de segurança pública das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que buscam expulsar o tráfico armado de favelas. "O momento é inedito, nada se compara. A Judice está há 36 anos no mercado (fluminense) e nunca vimos um momento tão bom no Rio. Desde que o Rio deixou de ser capital, ficou meio largada durante muitos anos, e agora vem retomando uma posição mais forte."

O imóvel mais caro que a empresa oferece no Rio no momento é um apartamento de 1.600 metros quadrados na praia de Ipanema, à venda por R$ 64 milhões. Para José Conde Caldas, presidente da Associação de Empresas Dirigentes do Mercado Imobiliário (Ademi), o mercado carioca está passando a ser um mercado nacional e até internacional, atraindo compradores de outros Estados e também de fora do País. "O Rio hoje é a bola da vez. Muita gente quer voltar a morar na cidade. Isso existiu no passado, nos anos 1960, quando o Rio era muito procurado. Mas depois veio uma sucessão de maus governos e as pessoas queriam ver o Rio de costas."

Conde Caldas, que é dono da construtora Concal, diz ter presenciado um exemplo desta tendência dois anos atrás, quando lançou um empreendimento de luxo de frente para a praia de Ipanema, com seis apartamentos a partir de R$ 7 milhões cada. Quatro deles foram comprados por pessoas de fora da cidade. "Eu quis conhecer os compradores para saber por que estavam comprando no Rio. Eram pessoas com negócios que estavam indo muito bem e queriam comprar o apartamento como investimento, e para ter uma casa de veraneio no Rio", conta.

Internacionalização

O segmento de casas, apartamentos e coberturas com cifras na casa dos milhões se beneficia de fatores como a queda de juros, o maior acesso a crédito, a economia aquecida e a grande visibilidade do Brasil diante da Copa e da Olimpíada de 2016, lista Judice Araujo. Ele observa que o mercado também vem sendo impulsionado pelo aumento do poder aquisitivo de partes da população. "Vemos o crescimento da classe média, mas também a subida da classe média para a média alta e a classe alta prosperando. Isso tem um impacto positivo no mercado de alto padrão. Vemos nitidamente que mais pessoas têm tido condições de comprar um imóvel maior ou uma segunda moradia de veraneio", diz Judice Araujo.

A empresa é a afiliada no Rio da Christie's Great Estates, braço imobiliário da casa de leilões que entrou no Brasil em 2007. No ano seguinte foi a vez da Sotheby's International Realty, da casa de leilões rival, também britânica, que estabeleceu escritório em São Paulo. A entrada de ambas no mercado nacional reflete o maior interesse internacional por imóveis de alto padrão no País. Mas seu crescimento vem sendo impulsionado pela demanda interna, afirma o diretor da SIR no Brasil, Fábio Rossi, que tem planos de triplicar as vendas da empresa nos próximos três anos, a partir da descentralização.

A empresa atualmente tem escritórios em São Paulo e Porto Alegre. Nos próximos três anos, a meta é abrir escritórios em 15 cidades de médio porte no Brasil. "Vamos para 15 cidades com população acima de dois milhões de habitantes, nas quais identificamos potencial de mercado para esse segmento. A nossa meta é ter vendas da ordem de R$ 1 bilhão no Brasil nos próximos três anos", diz Rossi.

A empresa vem apresentando crescimento de 15% ao ano, diz Rossi, e 95% das vendas são para brasileiros. Mas o interesse de compradores estrangeiros no País vem aumentando, diz Rossi, que acredita que o mercado de luxo no Brasil caminha para uma maior internacionalização. "Em cidades como Nova York, Milão e Londres, os estrangeiros chegam a representar 30% do mercado, o que mostra que temos um grande potencial de crescimento no Brasil", diz.

De acordo com Rossi, a procura de imóveis de alto padrão aumentou também entre investidores, tendência que atribui às turbulências na economia mundial após a crise financeira de 2008. "O mercado imobiliário se mostrou como o lugar mais seguro e como o melhor investimento. Algumas ações viraram pó, o imóvel não. O imóvel bem localizado, de luxo, subiu de preço. Todo mundo fala que o mercado imobiliário americano está caindo, mas em Nova York, em frente ao Central Park, os preços continuam subindo. A Grécia está quebrada, mas o imóvel de luxo lá está mais caro", exemplifica.

Descentralização

Rio e São Paulo são os principais mercados para empreendimentos milionários, mas o aumento da procura no Nordeste tem sido substancial, afirma Francisco Próspero, diretor executivo da In's no Brasil. A empresa portuguesa atua no Nordeste há dez anos, com sede em Fortaleza, e em 2010 tornou-se afiliada da Christie's Great Estates. O faturamento vinha crescendo em 20% ao ano, e no ano passado superou os 30%.

Até três anos atrás, Próspero diz que o público-alvo da empresa eram sobretudo europeus, como alemães, ingleses, italianos e nórdicos. Hoje, os brasileiros ultrapassaram os estrangeiros e são responsáveis por cerca de 60% das vendas da empresa. "Com o crescimento da economia no Brasil, as pessoas aqui estão com uma maior capacidade financeira, ao contrário do que ocorre na Europa, dado o contexto internacional da economia", diz. "São compradores do Nordeste, São Paulo, Brasília, Pará, tanto pessoas que compram como uma segunda residência para passar férias ou como um investimento", diz.

De acordo com Próspero, o portfólio da In's tem cerca de 250 imóveis de alto padrão nos Estados que representa – Ceará, Maranhão, Piauí e Pará. "São coberturas com piscinas nas capitais, apartamentos de mil metros quadrados em condomínios de luxo com vista para o mar, casas de praia, fazendas de recreio com cavalos e lagos", exemplifica. Os preços dos imóveis de alto padrão nesses Estados variam de R$ 1 milhão a R$ 8 milhões, estima Próspero. Já no Rio, o patamar é bem mais alto.

No Rio e em São Paulo, o valor dos imóveis é puxado para cima pela falta em bairros cobiçados onde não há espaço para novas construções e escassos lançamentos imobiliários. Mas a alta de preços não assusta as empresas que atuam no setor. Afiliada da Christie's em São Paulo, a Coelho da Fonseca teve crescimento de 35% em 2011 e tem meta de crescimento de 50% para este ano. Segundo Fernando Sita, diretor geral de vendas da Coelho da Fonseca, a redução da taxa de juros e o maior acesso a crédito também vem estimulando a compra de imóveis pela classe AA. "Há quatro anos era impensável você vender um imóvel de alto padrão financiado, mas hoje isso está se tornando uma coisa habitual. O rico opta por comprar um imóvel caro, mas fica com seus recursos em mãos para ter liquidez, e pega um empréstimo de 70% ou 80% do valor", diz.

Fonte: Terra

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Construtoras repensam condomínios e imóveis para atrair mais público idoso

Fonte: Folha de São Paulo

O envelhecimento da população brasileira também está movendo o mercado imobiliário. Se já tinham opções de lazer para crianças e adolescentes, os novos condomínios agora trazem facilidades para idosos. Foi a partir de uma experiência na Pompeia (zona oeste em São Paulo), em 2008, que a Tecnisa desenvolveu o projeto focado nos mais velhos.

A intenção era fazer um condomínio para recém-casados, mas as vendas revelaram que 15% dos compradores tinham mais de 55 anos.

Para desenhar os novos empreendimentos, a empresa reuniu geriatras e especialistas em design universal, que pensa imóveis para garantir acesso a quem tem movimentos limitados.

As alterações para esses novos projetos acontecem dentro dos apartamentos e nas áreas comuns. A instalação de interruptores mais baixos e tomadas mais altas para diminuir o esforço para se movimentar e o uso de maçanetas em forma reta amenizando a abertura das portas são algumas das mudanças.

Nos espaços do condomínio, escadas das piscinas foram construídas em alvenaria e com corrimão e até o porcelanato, usado em diversos lançamentos, foi substituído.

“Trocamos por madeira porque, com o porcelanato, a luz refletia no chão e podia provocar acidentes”, diz a gerente de projetos da Tecnisa, Patrícia Valadares.

Com o conceito, foram lançados dez prédios no bairro do Marapé, em Santos (72 km de São Paulo), cidade litorânea com maior porcentagem de idosos no Brasil.

Uma das compradoras é a secretária executiva Elizabeth Henriques, 59, que se mudará para o litoral com o marido quando se aposentar. “Esperamos ter vizinhos da nossa faixa etária. Gostamos de prosa, mais ainda com pessoas da mesma idade.”

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ÍNDICE DO SETOR IMOBILIÁRIO COMEÇA 2012 COM VALORIZAÇÃO

Dando sinais de uma possível recuperação do setor de construção civil em 2012, o Índice Imobiliário (IMOB) da BM&FBovespa registrava valorização acumulada de 5,21% até ontem, aos 788 pontos.

O índice, que serve para medir o desempenho das empresas relacionadas também à intermediação imobiliária e à exploração de imóveis, fechou o ano de 2010 aos 1.036 pontos, enquanto finalizou o ano passado com 749 pontos.

Para Eduardo Dias, analista da Omar Camargo Investimentos, o mercado de construção deve viver um ano mais tranquilo. "Tivemos muitos lançamentos em 2011 e para este ano, ocorre o período de maturação, com compra de material de acabamento. Vale destacar também que o mercado segue aquecido, com o aumento da massa salarial e do salário mínimo", analisou.

Na visão de Dias, os preços dos imóveis não devem sofrer grandes alterações em 2012, afetando pouco as estimativas das incorporadoras. "O crescimento dos valores de venda deve arrefecer. Não vejo espaço para quedas acentuadas. O mercado brasileiro já foi em parte atendido e hoje com o crédito mais fácil, a tendência é que setor siga no mesmo padrão de expansão", completou.

Na atual carteira do IMOB, o maior peso fica dividido entre BRMalls (17,727%) e PDG Realty (17,332%). A composição deve sofrer alterações apenas em abril.

IMOB – ÍNDICES DE FECHAMENTO EM PONTOS

Fonte: Brasil Econômico

 

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Preço médio do um-dormitório em São Paulo é de R$ 398 mil

Fonte: Folha de São Paulo | Arte: Folha

Para quem procura morar sozinho em 2012, São Paulo é uma cidade com muitas opções de apartamentos de um dormitório. Só neste ano foram 4.499 unidades novas, segundo levantamento da Geoimovel.

Com a valorização média de 23% nos lançamentos da cidade de São Paulo entre os nove primeiros meses do ano comparados aos novos do mesmo período do ano passado, o metro quadrado do um-dormitório alcançou os R$ 8.250 na cidade de São Paulo. O valor médio da unidade chegou a R$ 398 mil.

Nos distritos do Itaim Bibi (zona oeste) e Consolação (centro), o metro quadrado ultrapassou os R$ 10 mil. A maioria desses imóveis são “studios” ou quitinetes, com área entre 33 m² e 47 m². O preço médio da unidade no Itaim Bibi é de R$ 593 mil, enquanto na Consolação chega aos R$ 396 mil.

Os menores preços da cidade estão nos distritos do Ipiranga (R$ 246 mil) e do Cambuci (R$ 140 mil). Ali a maioria dos apartamentos mede entre 31m² e 39 m².

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Brasil: imóveis de luxo estão em alta

Veja reportagem da Band.

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A construção civil em 2011 e 2012 – por Milton Bigucci

Fonte: www.portalvgv.com.br

O ano de 2011 foi positivo para a construção civil. Lançamentos e vendas foram bem. No último trimestre, as empresas e o mercado puseram o pé no freio, por causa das influências pessimistas da crise europeia. Graças a bases sólidas institucionais e boas normas reguladoras o mercado tem sido otimista. O instituto da Alienação Fiduciária, no lugar das burocráticas hipotecas, reduziu a inadimplência em 2011 para apenas 1,4%. Com as hipotecas eram 10%. O crédito imobiliário representa 5,4% dos créditos dos bancos, ultrapassando o financiamento de veículos, mas ainda é pequeno (4,6% do PIB) se comparado a outros países como o México, por exemplo (12,5% do PIB).

Há recursos para financiamento como nunca houve. Em 2011 os financiamentos chegaram a R$ 80 bilhões e o FGTS a R$ 30 bi. No Grande ABC só a Caixa Econômica Federal financiou mais de R$ 1 bilhão até setembro. Números excelentes com recordes absolutos.

A restrição de verticalização em algumas cidades só terá efeito daqui a dois anos. Esses limites de altura não podem baixar o crescimento das cidades. O adensamento nos grandes centros é tendência, evitando o deslocamento das pessoas da periferia para o centro e vice-versa. A habitação popular deve ser incentivada com subsídios. A construção civil gera emprego, renda e habitação. Cumpre o seu papel. O que falta é aplicar verbas públicas em transporte coletivo. Não podemos combater as fábricas de autos porque prejudicam o trânsito. Nem a construção civil por produzir habitação. Pelo contrário, devemos incentivá-las e planejar melhor.

Para 2012 os preços dos imóveis novos deverão ficar estáveis. O preço de terreno não baixa, a mão de obra também não (nunca o empregado da construção civil ganhou e produziu tanto). No material pode haver alguma queda. A burocracia continua encarecendo o imóvel. Os tributos afetam, e muito, o custo da obra. Precisam ser revistos. O mercado residencial está caminhando cada vez mais para a média e baixa renda. O mercado de escritórios tem muito potencial de crescimento nas regiões metropolitanas. Lastreado em bases sólidas, o mercado imobiliário, após período de acomodação, voltará a crescer. Ajuste necessário e salutar para o bom desenvolvimento. Um excelente 2012 a todos.

* Milton Bigucci é presidente da Construtora MBigucci, presidente da Acigabc, diretor do Secovi para o Grande ABC e integrante do Conselho Consultivo Nato do Secovi-SP e da Academia de Letras da Grande São Paulo.

 

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Mercado de moradias

Diário do Nordeste / CE

O lançamento do programa de moradia recupera a indústria da construção civil, até então mergulhada na estagnação desde o desmantelamento do Sistema Financeiro da Habitação, ocorrido no fim da década de 1980. O mercado habitacional tem peculiaridades características de uma indústria de transformação, envolvendo a estrutura fundiária e a cadeia de fornecedores dos materiais de construção, madeira, tintas, louças, ferragens, elétrico e hidráulico. Além do mais, emprega mão de obra intensiva, da especializada aos trabalhadores braçais, utilizados na limpeza dos canteiros.

O desmonte repentino do SFH paralisou os financiamentos da casa própria, levando mais de duas décadas para retomar o vigor registrado, agora, mensurado pela falta de pessoal para tocar as obras contratadas para atender às demandas da população carente de moradia. A primeira fase do programa, relativa aos financiamentos, bastou para reaquecer o setor que se consolidava.

Pelo visto, a tendência é por um longo período produtivo, diante das carências levantadas pelo IBGE, a partir do Censo de 2010. Atualmente, 11,4 milhões de brasileiros, o correspondente a 6% da população, vivem em favelas denominadas pela agência oficial de estatísticas como aglomerados subnormais.

Assim, favela é um conjunto constituído de, no mínimo, 51 unidades habitacionais (casas, barracos, palafitas), carentes de serviços públicos essenciais, como água tratada e esgotamento sanitário, ocupando terreno alheio, de forma desordenada e densa. À época do Censo, essas frágeis habitações representavam 3,2 milhões de domicílios, a metade deles concentrada no Sudeste.

Problemas como o da moradia de qualidade têm, portanto, a dimensão do País com o agravante de crescer em ritmo bem acentuado, quando comparado com a construção das residências populares. Na última década, o número de habitantes dessas áreas carentes cresceu 75%, enquanto a taxa de aumento demográfico foi de 12,3%.

O governo tem viabilizado o acesso a essas moradias, combinando o rendimento de interesse social (baixa renda) com os subsídios oficiais. A fórmula representa outra maneira de redistribuir a renda entre os grupos mais necessitados, amarrando a posse dos contratos, de tal modo a evitar a reinvenção do mercado negro da casa popular.

Na execução do Minha Casa, Minha Vida não faltaram os expedientes conhecidos de supervalorização dos preços dos terrenos desocupados, de construções em áreas inadequadas, de baixa qualidade das habitações e do pouco zelo dedicado por um grupo minoritário de construtoras aos imóveis populares.

Vícios desse porte não deveriam mais aparecer, porque eles constituem retrocesso no programa, prejudicando, em primeiro lugar, o mutuário retirado de áreas de risco. Além disso, prejudicam os construtores civis preocupados com o conceito ético de suas empresas. Nesse esfoo governamental, não cabem mais as espertezas do passado.

Outra questão latente nos empreendimentos diz respeito à falta de infraestrutura básica e de equipamentos comunitários, como escolas e praças, fundamentais à vida em grupo e à evolução social das pessoas carentes de ações sociais complementares à moradia própria.

Dentro dessa boa perspectiva econômica, vale mencionar que uma pesquisa, divulgada neste ano, acaba de colocar o Brasil como o segundo melhor mercado imobiliário do mundo, situando-se atrás apenas dos Estados Unidos.

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MULHERES CONQUISTAM O MERCADO IMOBILIÁRIO

A atuação das mulheres no mercado imobiliário brasileiro tem sido destaque em muitas regiões. Apesar de, por enquanto, não haver nenhuma pesquisa sobre o assunto, é certo que qualidades singulares incrementam e ajudam o setor no fechamento de novos negócios. A lista de qualidades é grande e o atual cenário do mercado imobiliário evidencia este crescimento.
 
Na empresa de consultoria imobiliária de Ronaldo Antico Nunes, de Taubaté, as mulheres predominam: dos seis funcionários que fazem parte da empresa, quatro são mulheres. “Damos preferência as mulheres pelo destaque que ocupam no mercado, além da pró-atividade e seriedade que passam”, diz Nunes.
 
O empresário destaca o carisma feminino e a facilidade que elas possuem para se expressarem com os clientes. “Elas se esforçam mais no trabalho”, elogia Nunes.
 
Já em outra imobiliária em Pindamonhangaba, José Ersias é o único homem entre 17 mulheres. Ele brinca e diz que trabalhar entre tantas mulheres “é um sacrifício”. No entanto, destaca o ambiente de profissionalismo, respeito e colaboração.
 
Para a Corretora de Lançamentos, Juliana Beggiato, as mulheres possuem um faro mais apurado no tratamento com clientes. “Os clientes recebem um tratamento diferente”, diz a corretora.
 
Simone Costa Gonçalves, Supervisora de Vendas, destaca a versatilidade das mulheres em atender diversos públicos. “Quando atendemos outra mulher, por exemplo, nós conseguimos entender o que ela quer. Dúvidas como: Por que a cozinha tem que ser um pouco maior? Com esse conhecimento nós ajudamos nossos construtores a elaborar uma planta que seja funcional tanto para os homens quanto para as mulheres”, completa.
 
Para Frederico Marcondes César, Presidente do Secovi – Vale do Paraíba (Sindicato da Habitação), a ocupação feminina no mercado imobiliário pode ser a atribuída a procura de ambas as partes. Tanto das empresas, como das mulheres. “Elas estão ocupando espaço, primeiro, pelas experiências positivas dentro das empresas e, segundo, são atraídas pelos bons salários oferecidos”, comenta.
 
Segundo César, os cargos ocupados não se restringem apenas aos administrativos, mas também em canteiros de obras na construção civil. “Nos canteiros de obras temos arquitetas e engenheiras responsáveis pelo andamento dos trabalhos, instaladoras prediais e motoristas”, diz.
 
Para o também empresário do mercado imobiliário, as mulheres são mais focadas no serviço e menos negligentes. “Elas tendem a ter uma postura mais honesta dependendo da área onde atuam como, por exemplo, em serviços administrativos e na tesouraria”, completa.
 
Fonte: Valelar

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Pesquisa mostra que valorização dos imóveis no Brasil passou de 100%

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Brasil é o segundo melhor país para investimento em imóvel comercial

Nova York – Os Estados Unidos continuarão sendo a primeira escolha da maioria dos investidores do setor de imóveis comerciais em 2012, mas o país perdeu espaço para o Brasil, que se tornou o número dois, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo.

Os imóveis comerciais no Brasil, com sua economia efervescente e seu ambiente mais seguro de investimentos se tornaram um ponto chamativo para investidores globais, segundo a vigésima pesquisa anual dos membros da Associação de Investidores Estrangeiros em Imóveis(Afire, na sigla em inglês).

São Paulo saltou da vigésima sexta melhor cidade para investir em imóveis no ano passado para a quarta em 2012.

Os EUA perderam espaço para o Brasil, com 18,6 por cento dos entrevistados afirmando que o mercado imobiliário brasileiro oferece a melhor oportunidade de valorização para seus investimentos em dólares.

Isso representa uma alta de 14,2 pontos percentuais, levando o Brasil da quarta para a segunda posição e fazendo a China cair para o terceiro lugar, mostrou a pesquisa.

Embora os EUA sejam a opção mais estável e segura em imóveis comerciais, investidores afirmaram que um aumento dos aluguéis e o crescimento da taxa de ocupação, assim como o fato de um imposto de 1980 sobre investimentos estrangeiros ter sido evitado, terão impacto mais significativo sobre suas decisões, diz a pesquisa.

A pesquisa destaca que os Estados Unidos ainda são muito almejados e foram o segundo país, depois da Grã-Bretanha, a atrair mais investimentos estrangeiros em 2011, segundo dados preliminares da Real Capital Analytics.

"O ponto baixo é que o país não promete muita valorização de capital, pois os maiores mercados já estão com preços altos", disse o presidente-executivo da Afire, James Fetgatter.

"Mas de nenhuma forma o Brasil substituirá os EUA, pelo menos não em um futuro previsível. O Brasil é considerado agora um lugar mais seguro para investir, onde você pode ter capital valorizado a um bom rendimento".

Os participantes da pesquisa da Afire detém mais de 874 bilhões de dólares em imóveis no mundo, incluindo 338 bilhões de dólares nos EUA.

Cerca de 42,2 por cento dos entrevistados pela pesquisa afirmaram que os EUA oferecerão a melhor oportunidade de investimento em 2012, uma queda em relação aos 64,7 por cento registrados na pesquisa do ano passado.

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Banco do Brasil vai aumentar o crédito imobiliário em 2012

O Banco do Brasil (BB) pretende reforçar a concessão de crédito imobiliário em 2012. O banco deve fechar 2011 com um estoque de R$ 7,7 bilhões em financiamento de imóveis, o que representa um aumento de 126% em relação aos R$ 3,4 bilhões de dezembro de 2010. Segundo o vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Paulo Caffarelli, ainda existe uma margem de R$ 5 bilhões para aumentar esse valor com recursos da poupança, podendo passar de R$ 12 bilhões no próximo ano."Passamos muitos anos sem ter financiamento imobiliário e ainda temos margem para crescer", disse Caffarelli, acrescentando que o País tem um déficit de 8 milhões de famílias sem casa própria.
 
Com o crescimento acentuado, o BB conquistou a quinta posição em financiamento imobiliário no País, ultrapassando o HSBC, e atrás da Caixa Econômica, Itaú Unibanco, Santander e Bradesco. A expectativa é passar para a terceira posição até o fim de 2013.Em 2011, o banco atingiu a marca de 57 milhões de clientes. Segundo Caffarelli, 18 milhões têm cadastro pré-aprovado, dos quais 13 milhões têm propensão a tomar crédito. No entanto, apenas 5 milhões tem operações com o BB.Entre algumas razões para uma adesão ainda baixa estão a falta de informação sobre os programas e as taxas praticadas pelo banco e o atendimento.
 
Para suprir essa questão, a estratégia estabelecida pelo banco é focar mais no relacionamento com seus atuais clientes, criando uma espécie de "fidelidade". O foco não estará na aquisição de novos clientes."O crédito imobiliário é o maior produto fidelizador", disse Caffarelli, explicando que ao adquirir um financiamento para a compra da casa própria o cliente chega a ficar mais de 20 anos ligado ao banco por uma única operação.Além do crédito ao comprador, o vice-presidente disse que o banco também começa a ampliar a concessão de financiamentos a construtoras, que atualmente representam apenas 20% do valor operacionalizado. Segundo ele, 2,3 mil construtoras já estão cadastradas e 800 têm limite de crédito. Para justificar o potencial de aumento dos empréstimos nessa área, Cafarrelli diz que o banco tem mostrado aos clientes "agilidade e velocidade na liberação de crédito imobiliário".

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Faria Lima: mais 452 mil m² liberados para novos prédios

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quinta-feira (15), em segunda discussão, o projeto de lei 425/2011, do prefeito Gilberto Kassab (PSD), que autoriza a Prefeitura a emitir quase 500 mil Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs)* no âmbito da Operação Urbana Faria Lima, por 40 votos a favor e 11 contra. Pelo projeto aprovado, 452 mil metros quadrados poderão ser adquiridos por incorporadoras que quiserem construir novos empreendimentos em uma das regiões mais cobiçadas pelo mercado imobiliário.

“Sobraram metros quadrados na região, mas não tínhamos mais Cepacs para vender. O que for arrecadado agora será investido em melhorias dentro do próprio perímetro da operação”, argumentou o secretário municipal de Planejamento, Rubens Chammas, que espera fazer o leilão dos novos Cepacs ainda até o fim deste ano. “Não estamos criando metros a mais, apenas estamos criando mais Cepacs para vender o que já existe”, afirmou o secretário.

No último leilão da operação, em 25 de maio de 2010, cada Cepac foi comercializado por R$ 4 mil, valor considerado até baixo nos dias de hoje, pela demanda do mercado.

Os Cepacs aprovados visam o segmento residencial, que possuem disponibilidade de m² para construção. Para imóveis comerciais o estoque é quase nenhum – exceto no setor da Hélio Pelegrino, que ainda tem 116.723 m². Os preços dos imóveis corporativos, na região da Faria Lima, Pinheiros e Olimpíadas, portanto, continuarão em alta. Já os novos residenciais que serão lançados deverão ter uma estabilidade moderada.

Veja abaixo o quadro resumo, da Secretaria Municipal de Urbanismo, com a disponibilidade da Operação Consorciada Faria Lima, em 21/10/2011.

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Torres comerciais de alto luxo à vista no Porto do Rio

O Dia / RJ, Christina Nascimento

Multinacional conhecida por grandes investimentos fechou acordo para construir imóveis de padrão internacional

O Porto do Rio vai ganhar torres comerciais de nível 'triple A' — empreendimento de luxo de padrão internacional —, raro na cidade. Nesta segunda-feira, a Caixa Econômica Federal fechou acordo com a multinacional Tishman Speyer para a construção. A empresa de investimento de fundo imobiliário é conhecida por grandes obras, como o Rockefeller Center e o Hearst Tower, em Nova York (EUA).

"Serão escritórios de alto padrão. Ainda não definimos o início das obras, mas há expectativa para as Olimpíadas", afirmou o presidente da Tishman Speyer no Brasil, Daniel Cherman.

Na Zona Portuária do Rio, também deverão ser erguidas pelo menos mais três torres, planejadas pelo estado, sobre a Rodoviária Novo Rio.

No seleto grupo de arquitetos da Tishman Speyer, está o inglês Norman Foster, que assina o Parlamento alemão e o Aeroporto Internacional de Pequim, na China. Para o presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto, Jorge Arraes, a negociação com a Tishman Speyer foi um marco: "A empresa é internacional e com capacidade de investimento. Vai ancorar e atrair outros empreendimentos".

Valor em sigilo

Para construir no Porto, a multinacional comprou da Caixa Econômica Certificados de Potencial Adicional (Cepacs), que dão direito de novas construções na região.Não foram informados valores e a área negociada.

O Fundo de Investimento Imobiliário Porto Maravilha, da Caixa, detinha todos os 6,4 milhões Cepacs arrematados da prefeitura em um só lote por R$ 3,5 bilhões. A expectativa é a CEF repasse R$ 8 bilhões à Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto, ao longo de 15 anos, para financiar obras na região.

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